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Empresas migram para cloud, mas não avaliam impacto de possível indisponibilidade

Estudo da Veritas indica que mais de um em cada três espera menos de 15 minutos de inatividade por mês, mas a inatividade média causada por indisponibilidades de nuvem é de 18 minutos por mês

 

 

Estudo global realizado pela Vanson Bourne, a pedido da Veritas Technologies, indica que uma maioria (60%) dos entrevistados não avalia totalmente o custo de uma indisponibilidade de nuvem para seus negócios e, consequentemente, não está preparada para lidar com o impacto do cenário.

 

Embora os provedores de serviços de nuvem ofereçam objetivos de nível de serviço baseados em infraestrutura, a pesquisa indica que muitas organizações não conseguem entender sua responsabilidade (além da responsabilidade de provedores) no que se refere a garantir que os aplicativos essenciais receberão a proteção adequada em caso de indisponibilidade.

 

Quem é o responsável no caso de uma indisponibilidade de nuvem?

 

No Brasil, 26% dos entrevistados foram impactados por uma interrupção no serviço de nuvem. Isso resultou em tempo de inatividade do sistema (65%), seguido por perda de receita (50%), redução na satisfação do cliente (35%) e incapacidade de testar cargas de trabalho (31%).

 

Mais da metade dos entrevistados (59%) acredita que o provedor de serviços de nuvem é o principal responsável por lidar com interrupções no serviço de nuvem. Dentre os entrevistados, 83% também acham que o provedor de serviços de nuvem da organização deles é responsável por garantir a proteção das cargas de trabalho e dos dados na nuvem contra indisponibilidades.

 

Embora os provedores de serviços de nuvem tenham acordos de nível de serviço em vigor, eles normalmente se destinam à camada de infraestrutura e são os responsáveis pela restauração da infraestrutura em caso de indisponibilidade de nuvem.

 

Todavia, os clientes precisam considerar outros fatores importantes que vão além da indisponibilidade real em nível de infraestrutura, como recolocar os aplicativos on-line quando a infraestrutura estiver on-line outra vez. Dependendo da complexidade das interdependências dos aplicativos durante a reinicialização e da quantidade de dados perdidos durante a indisponibilidade, o tempo real de recuperação dos aplicativos poderá ser muito mais longo do que o tempo de recuperação da infraestrutura. Como alternativa, uma organização poderá decidir ser mais proativa e fazer o failover dos aplicativos em seu datacenter local ou em outra nuvem. A organização seria a principal responsável por isso, não o provedor de serviços de nuvem.

 

Minimizando riscos

 

Não saber até que ponto uma indisponibilidade de nuvem poderia afetar os negócios é um risco que poucas organizações podem se dar ao luxo de correr. Entretanto, é possível mitigar consideravelmente os riscos ao implementar as estratégias certas de resiliência de negócios a fim de aproveitar os benefícios de entrar em um mundo de multinuvem.

 

 

 

 

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