Apple e IBM defendem mais supervisão após escândalo com Facebook

Presidentes das duas empresas pediram por regulamentação mais elaborada, com mudanças profundas e necessárias, permitindo que os usuários tenham mais atuação sobre seus próprios dados

Executivos da Apple e da IBM pediram mais supervisão sobre como dados pessoais são usados, após a revelação de que informações de cerca de 50 milhões de usuários do Facebook foram utilizadas indevidamente pela consultoria Cambridge Analytica.

Durante o Fórum de Desenvolvimento da China em Pequim, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, disse que regulamentação “bem elaborada” é necessária, enquanto a presidente da IBM, Virginia Rometty, disse que os usuários devem ter mais atuação sobre seus próprios dados. “Está claro para mim que algo, alguma grande mudança profunda é necessária”, disse o chefe da Apple, Tim Cook.

“Eu, pessoalmente, não sou um grande fã da regulação porque às vezes a pode haver consequências inesperadas, mas acho que essa situação é tão terrível e se tornou tão grande que provavelmente é necessária uma regulamentação bem elaborada”, disse Cook, que copresidiu o evento este ano.

O Facebook está sob intensas críticas de usuários, legisladores e investidores após denúncia de que permitiu que a consultoria britânica Cambridge Analytica utilizasse indevidamente dados da rede social para construir perfis de eleitores que depois foram usados para ajudar a eleger o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2016.

Na sexta-feira (23), parlamentares dos EUA solicitaram oficialmente que Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, explique em uma audiência do Congresso do país como os dados dos usuários foram liberados para a consultoria. A violação provocou um intenso debate sobre a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia em informar adequadamente os usuários sobre como seus dados são usados.

“Se você vai usar essas tecnologias, precisa dizer às pessoas que está fazendo isso, e elas nunca devem se surpreender”, disse a presidente-executiva da IBM. “Temos que permitir que as pessoas optem por entrar e optem por sair, e que seja claro que a propriedade dos dados pertence ao criador deles”, afirmou Virginia.

* Com informações da Agência Reuters

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