Startups e a inovação do poder

Barulho gerado pelas novatas acordou os gigantes, que agora investem pesado para recuperar o espaço perdido

Startups têm causado rebuliço em muitos mercados, ao encontrar força na margem, qualidade e ociosidade deixada por grandes players nem tão inovadores. O barulho e a concorrência gerados pelas novatas acordaram os gigantes, que agora investem pesado para recuperar o espaço, adquirindo startups, inovando e melhorando preços, produtos e atendimento.

A análise do outro lado da moeda é de que pouquíssimos startups deram muito certo. Algumas tornaram-se bons cavalos e continuam melhorando sua corrida, gerando empregos e novos negócios no país - as chamadas ‘unicórnios’, empresas que possuem valor de mercado superior a U$ 1 bilhão.

Já outros cavalos, no entanto, estão cansados ou perderam a corrida para jóqueis melhores.

Em média, segundo a Fundação Dom Cabral, um em cada quatro startups fecham suas portas no primeiro ano de operação. Inovação é assim mesmo, tem alto risco, pode dar muito certo ou tudo errado, e errar é considerado parte importante do currículo de um bom jóquei. É assim que os empreendedores aprendem como não fazer e se preparam melhor para próxima corrida. O bom jóquei não desiste, só precisa de um tempo para se recuperar, encontrar um bom cavalo e iniciar novamente.

Os investidores-anjo seguem a mesma corrida e acertaram e erraram na mesma proporção. No investimento-anjo, a pessoa física ou jurídica investe em negócios com alto potencial de retorno e, além de aportar recursos financeiros em projetos, agrega fatores importantes para o estágio inicial das empresas, com conhecimento e acesso à rede de relacionamentos: o smart-money.

O total de aportes dessa modalidade de investimento no Brasil gira em torno de R$ 850 milhões por ano. Para se ter ideia de como ainda estamos engatinhando neste processo, nos Estados Unidos, por exemplo, esse valor é superior a US$ 22 bilhões, impulsionados por incentivos tributários que podem chegar a cerca de 50% do Imposto de Renda.

E, na ponta de todo o processo, o mais beneficiado são os consumidores - ou usuários - com mais opções, melhores produtos e serviços a preços cada vez mais acessíveis em função da concorrência, são eles que dão poder às startups.

Todo este movimento relacionado com a transformação digital, a indústria 4.0 e a inovação disruptiva, causam curiosidade e calafrios. Céticos duvidam, visionários ampliam e leigos ficam preocupados, mas não podemos negar que as mudanças estão em aceleração e, de fato, estão acontecendo mais lentamente do que profetizadas, mas mais rápido do que podemos acompanhar.

Só não podemos deixar de conhecer e nos preparar, pois a transformação real é que esta nova geração aprendeu a usar o poder da inovação e não vai parar.

*Robinson Oscar Klein é CEO da CIGAM Software Corporativa S.A; Fundador e conselheiro da aceleradora Ventiur e VP de Inovação de Tecnologia da ACI-NH/EV/CB.

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