Mulheres representam apenas 11% da força de trabalho em cibersegurança

78% das jovens nunca pensam na possibilidade de carreira no setor

Estudo da Kaspersky Lab aponta que mulheres representam apenas 11% do total da força de trabalho na área de cibersegurança. Não é novidade a predominância de homens no setor, mas outro dado do levantamento deixa o cenário ainda mais evidente e com pouca perspectiva para mudança: 78% das jovens nunca pensaram na possibilidade seguir carreira nessa área.

O motivo são os estereótipos associados à cibersegurança. Na maioria das vezes, a terminologia associada à indústria, como "hackers", "geeks" e "nerds", é considerada como tendo conotações negativas.

Mas há esperanças e casos para se espelhar. Noushin Shabab, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab, é um deles. Para ela, a imagem desse profissional está mudando, e com o WannaCry, mais da metade das jovens mulheres (58%) se depararam com a área na TV, rádio e notícias on-line – segundo outros estudos da empresa. "É uma questão de converter este interesse em algo mais", diz.

"Como o relatório confirma, muitas vezes, as jovens não conhecem, não se sentem preparadas e não veem referências importantes que as motivem a trabalhar em cibersegurança”, disse Stuart Madnick, professor de tecnologia da informação e fundador do MIT Interdisciplinary Consortium for Improving Critical Infrastructure Cybersecurity.

Habilidades

O estudo mostra também que, em geral, as mulheres desconhecem as habilidades que os empregadores procuram e não têm certeza se possuem os atributos certos para o papel. Quando perguntadas por que não decidiram perseguir uma carreira de segurança cibernética, as mulheres eram mais propensas do que os homens a afirmarem que não possuem experiência em codificação (57% vs. 43%), não têm interesse em computação (52% vs. 39 %), não têm conhecimento de cibersegurança (45% vs. 38%) e que não são suficientemente boas em matemática (38% vs. 25%).

Ações

Para reverter as estatísticas em relação às mulheres e a cibersegurança, a Kaspersky Lab conta com iniciativas, como a Kaspersky Lab Academy, que auxiliam na profissionalização e educação para o setor de segurança. Com programas como o Kaspersky Cybersecurity Certification Program e o Kaspersky Cyber Days, a empresa pretende intensificar e valorizar quaisquer características relevantes destas profissionais para a área.

A empresa de segurança russa também reforçou seu apoio em mitigar a diferença de gênero ao apoiar a primeira expedição euro-arábica apenas com mulheres ao Polo Norte. Juntamente com a exploradora Felicity Aston, a Kaspersky Lab levará 11 mulheres para uma expedição de 10 dias na região.

"Por ser uma empresa com mentes femininas brilhantes, que desafiam o status quo ao se tornarem codificadoras, programadoras e pesquisadoras de segurança online, nós queremos encorajar e capacitar as mulheres mais jovens a serem corajosas e fazer o inesperado - seja isso em direção ao Polo Norte, ou aprendendo a codificar e ingressar no mundo da cibersegurança", afirma Alex Moiseev, diretor de negócios da Kaspersky Lab.

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