Mobile: Trojans bancários ameaçam confiança de consumidores

Pesquisa destaca o nível de sofisticação aplicado pelos cibercriminosos para criar cópias de aplicativos confiáveis, ​​projetados para espionar usuários, coletar informações de login e roubar dinheiro

Em todo o mundo, os consumidores que usam aplicativos bancários para dispositivos móveis têm maior risco de serem enganados por cibercriminosos e tornarem-se vítimas de roubo bancário no universo online. Globalmente, 58% dos entrevistados foram capazes de identificar que uma interface do app oficial era fraudulenta, enquanto 36% confundiram a falsa com a real. No Brasil, os resultados mostraram que 68% detectaram a interface fraudulenta, enquanto 30% confundiram a falsa com a verdadeira. Nos EUA os números foram 40% e 42%, respectivamente, comparado com 72% e 36% na Alemanha. O fato foi revelado por uma pesquisa global da Avast.

Os resultados destacam o nível de sofisticação e precisão aplicados pelos cibercriminosos para criar cópias confiáveis, ​​projetadas para espionar os usuários, coletar informações detalhadas de login bancário e roubar dinheiro. A companhia detectou uma série de trojans bancários para dispositivos móveis nos últimos meses – uma ameaça à privacidade e à segurança, que está em alta. Os bancos que estão na mira ​​dos cibercriminosos e no radar desta pesquisa são o Citibank, Wells Fargo, Santander, HSBC, ING, Chase, Banco da Escócia e Sberbank.

Em novembro do ano passado, os especialistas em dispositivos móveis do Laboratório de Ameaças da Avast descobriram uma nova variação do Trojan BankBot no Google Play, mirando as informações de login bancário dos consumidores. Na ocasião, a Avast analisou a ameaça em conjunto com a ESET e SfyLabs. Esta última variação foi escondida em um aplicativo de lanterna supostamente confiável e no app Solitaire. Uma vez baixado, o malware seria iniciado e atuaria em aplicativos de grandes bancos de Blue Chip. Caso o usuário abrisse o aplicativo, o malware criaria uma sobreposição falsa em cima do aplicativo genuíno com o objetivo de coletar os dados bancários do cliente e enviá-los ao cibercriminoso.

“Estamos vendo um aumento constante do número de aplicativos maliciosos para dispositivos Android, que são capazes de driblar as verificações de segurança das lojas de aplicativos populares e fazer um caminho próprio nos smartphones dos consumidores. Muitas vezes, eles parecem ser jogos e aplicativos de estilo de vida. Além disso, utilizam táticas de engajamento social para enganar os usuários a baixá-los”, disse Gagan Singh, vice-presidente sênior e gerente geral para Mobile da Avast.

“Os consumidores podem confiar nas lojas de aplicativos ​​como Google Play e App Store da Apple, para baixar aplicativos, porém, recomenda-se uma vigilância extra. É importante confirmar se o aplicativo bancário em uso é uma versão oficial. Caso a interface pareça ser desconhecida, o ideal é acionar a equipe de atendimento ao cliente do banco. Deve-se ainda fazer o uso de autenticação de dois fatores, se disponível. Também é essencial ter um forte antivírus para Android instalado, para detectar e proteger o usuário contra o malware que ameaça pegar o dinheiro.

A pesquisa ainda aponta para o fato de que, em todo o mundo, os consumidores estão mais preocupados em ter o dinheiro roubado de suas contas correntes do que perder uma carteira ou uma bolsa, ou ter seus perfis das redes sociais invadidos e mensagens pessoais lidas. No mundo, 72% dos entrevistados apontaram a perda financeira como a principal preocupação. No Brasil, 75% dos consumidores revelaram a mesma preocupação, enquanto na Rússia foram 54%.

Dois a cada cinco entrevistados (43%) no mundo disseram que utilizam aplicativos bancários em dispositivos móveis. No Brasil, metade dos participantes do levantamento confirmaram ser usuários ativos. Globalmente, dentre aqueles que não fazem uso do smartphone ou tablet para operações bancárias (cerca de 30%), consideram a falta de segurança como a principal preocupação. Esta também é a preocupação de 31% dos brasileiros entrevistados, 34% dos russos e 28% dos alemães.

A pesquisa online foi realizada em 12 países, incluindo os EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia, Japão, México, Argentina, Indonésia, República Tcheca, Espanha e Brasil. No total, foram 39.091 entrevistados.

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