OpenStack: vantagens e desafios para gerenciamento de nuvem híbrida

Padronização permite conjugação de serviços em múltiplas nuvens para agregar agilidade no negócio

Conforme previsões do Gartner, até 2020 o modelo mais comum de computação em nuvem será o padrão híbrido, com aproximadamente 90% das implementações. Na prática, na maioria das organizações já há uma coexistência de aplicações rodando em servidores próprios, aplicativos SaaS contratados pelas áreas de negócios, e algum uso de IaaS e PaaS. É claro que a conjugação muda em cada caso. Há empresas nativas da economia digital, como as startups que se viabilizaram sobre estruturas de nuvens públicas como AWS ou Azure.

Em companhias tradicionais, essas ofertas têm sido uma alternativa para novos projetos (como big data, cuja capacidade de ingestão de dados exigiria investimentos proibitivos em hardware) ou para áreas que exijam mais agilidade. De qualquer forma, a nuvem muda definitivamente as expectativas em relação à TI: as áreas de negócios e os desenvolvedores de aplicação querem os padrões de agilidade, escalabilidade e custos de seus concorrentes digitais. Cabe ao responsável por infraestrutura entregar os recursos de forma automática e com custos escalonados. E para isso não há uma fórmula monolítica e mesmo uma bola de cristal adiantaria muito pouco, pois até as previsões são voláteis.

O OpenStack vem para evitar que a “jornada à nuvem” dê em uma trilha sem saída, com apostas duvidosas em tecnologias emergentes ou vínculo a fornecedores. A plataforma funciona como uma camada que gerencia e orquestra as chamadas à infraestrutura virtualizada, assim como uma aplicação usa os drivers e serviços de seu sistema operacional. Mas não se trata de um hypervisor ou sistema operacional. De fato, o OpenStack consiste em um conjunto de projetos com software aberto, consistentemente integrados, e promovidos por um consórcio que inclui cerca de 600 companhias de TI, como Dell EMC, IBM, Oracle, Red Hat e VMware. A comunidade inclui mais de 50 mil pessoas, em 180 países.

Estabelecido no final da década passada, a partir de projetos da Nasa e da Rackspace, o OpenStack foi rapidamente assimilado por companhias com ambientes complexos, como os provedores de data center e e-commerce, ou com serviços digitais avançados. Junto às vantagens de flexibilidade e dinamismo, o OpenStack agrega benefícios técnicos e financeiros, uma vez que tudo que se desenvolve ou se configura é inerentemente compatível com SDDCs, SDNs e SDSNs (data center, rede e segurança definidos por software) de quaisquer fornecedores ou provedores.

A padronização da plataforma OpenStack tende a redefinir os patamares de velocidade de implementação, custo e escalabilidade dos serviços de TI. Na prática, as organizações mais avançadas nessa jornada ganham uma flexibilidade em suas decisões tecnológicas que pode ser determinante na competitividade da empresa.

Para as novas gerações de projetos, aplicações e serviços de TI, a plataforma OpenStack se apresenta como um caminho natural para se garantir eficiência e sustentabilidade nos data centers que suportam nuvens privadas e públicas. Associado a seu atual nível de maturidade e funcionalidades disponíveis, os usuários de OpenStack podem contar também com o programa OpenStack Powered e o projeto OpenStack-Omni, que asseguram a compatibilidade aos padrões da plataforma.

Contrapartidas e abordagens práticas

Por ser uma plataforma de software aberto, o OpenStack permite customizações, auditorias de segurança, desenvolvimento colaborativo, reutilização e outros benefícios do modelo. Mas traz também toda a complexidade das tecnologias open source. Os módulos representam dezenas de milhões de linhas de código, e integração com servidores, rede, balanceadores de carga, firewalls, storage e vários componentes críticos. As dificuldades e riscos das implementações são agravadas ainda nas atualizações semestrais, com atividades de migrações que, caso não sejam planejadas corretamente, chegam a paralisar o ambiente.

À medida que se entrega aos gestores de projetos e aos desenvolvedores a capacidade de provisionar sua própria infraestrutura, abordagens referentes a performance, gestão financeira e segurança também precisam ser revisadas. E os desafios são ainda maiores em organizações ou processos de negócios obrigados a auditar e certificar a infraestrutura de suporte a serviços críticos.

Em função de seus compromissos nos projetos de infraestrutura nas mais inovadoras e eficientes organizações de TI, a Service IT investiu na qualificação de consultores e integradores, para oferecer um caminho mais simples, seguro, sem comprometer o potencial da plataforma aberta OpenStack.

Entre os facilitadores, os clientes das plataformas de virtualização da VMware podem contar, por exemplo, com suporte ao VIO (VMware Integrated OpenStack). O VIO, uma distribuição OpenStack suportada comercialmente pela VMware, automatiza as operações na estrutura OpenStack, como provisionamento de capacidade, ajustes na configuração, patches e atualizações (de certa forma, funciona semelhante a uma distribuição de Linux). Embora agregue uma série de facilitadores para implementação e gerenciamento, não se inclui qualquer extensão ou componente proprietário.

Portanto, desenvolvedores ou gestores de provisionamento passam a contar com um padrão aberto e agnóstico para consumo de recursos de data center, redes, segurança e armazenamento virtualizados.

Vale salientar também que as APIs OpenStack de armazenamento e provisionamento são compatíveis com o padrão da Amazon Web Services (AWS) e Microsoft Azure.

IaaS (infraestrutura como serviço) e IaC (infraestrutura como código)

A abordagem inicial mais comum de OpenStack é o portal de provisionamento, que cria uma interação unificada com as várias tecnologias da infraestrutura virtualizada.

Outra tendência que ganha atenção é o uso das APIs Openstack no próprio código da aplicação. De certa forma, podemos comparar às “chamadas” (ou “interrupções”, para os mais experientes) dos aplicativos ao sistema operacional ou ainda em aplicações J2EE.

A plataforma OpenStack é baseada na integração entre uma série de projetos, dentre os quais podemos citar:

- Horizon, Web Dashboard

- Nova, gerenciamento de infraestrutura de processamento

- Cinder, driver para gerenciamento e provisionamento de armazenamento de dados tradicional

- Swift, arquitetura de armazenamento dados em modalidade Object Storage, semelhante ao S3 da AWS

- Glance, gerenciamento de imagens

- Heat, serviço de orquestração

- Keystone, serviço de autenticação

O fato é que a TI está em constante mudança e a necessidade de estar alerta para analisar e avaliar tudo que está chegando e assim, promover as adequações necessárias de acordo com as necessidades do negócio da empresa.

Iuri Nascimento é Head of Cloud Services da Service IT

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