CPBR 2018: DDoS desafia equipes de cibersegurança segurança nos próximos anos

Especialistas relatam que ameaça deve se intensificar e tirar o sono das empresas

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Somente em 2017, houve mais de 7,5 milhões de ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), segundo relatório da Netscout Arbor, que abrange aproximadamente um terço do tráfego global de internet. O alvo na grande maioria são empresas e o objetivo é sempre financeiro, detalhou Alceu Junior, gestor de segurança da informação e pesquisador de segurança.

Para Alberto Azevedo, pesquisador em segurança da informação, ataques do tipo são uma verdadeira covardia para as empresas. “A mitigação desses ataques é extremamente complexa. É um dos desafios mais complexos que enfrentamos em segurança da informação e assim será nos próximos anos”, disse o especialista na Campus Party, evento de tecnologia e internet, que acontece nesta semana, em São Paulo.

Azevedo explicou que a mitigação desse tipo de ataque tornou-se um grande problema, porque passa pela fragmentação da distribuição de pacotes em uma estrutura gigantesca, algo que só grandes companhias de internet conseguem fazer ao absorver o tráfego e distribuí-lo.

Nos últimos anos, ataques do tipo ganharam projeções na mídia porque passaram a ser grandiosos.

“Antes, falávamos de ataques DDoS com cem estações. Hoje, são milhares de dispositivos, que geram 40 GB de tráfego”, explicou ele.

Azevedo contou que apesar de mirar grandes empresas, as menores já começam a fazer parte da lista de alvos dos cibercriminosos. Assim, disse, a recomendação para os negócios de menor porte é apostar em appliances contra DDoS. “Já há modelos disponíveis no mercado.” Para os usuários finais, alertou, um bom antivírus ajuda, e muito.

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