Ciberataques deixam CSOs na linha de frente da inovação e liderança

Estudo da IDC aponta que, após incidentes globais de Cibersecurity, a Segurança da Informação se torna um setor estratégico dentro das organizações e CSOs têm mais responsabilidade, voz dentro da empresa e abertura para falar com os CEOs

Os incidentes de Segurança Cibernética que aconteceram em 2017, como os ransonwares WannaCry e Petya, abalaram as organizações em todo o mundo. Um ponto importante de toda essa repercussão foi o papel dos CSOs e dos líderes de Segurança nas empresas. De acordo com o estudo IDC Predictions, esses eventos trouxeram uma abertura no diálogo entre CEOs e CSOs.

“As empresas perceberam que, de fato, esses incidentes causaram grandes impactos nos negócios e na competitividade, o que coloca a Segurança da Informação como um setor estratégico”, destaca Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Software e Serviços da IDC, durante coletiva de imprensa realizada hoje, 30, em São Paulo

Segundo o especialista, esse cenário fortalece a posição de liderança dos CSOs, que conquistaram um espaço na mesa de decisão, ganharam voz dentro das organizações e abertura para falar da importância dos investimentos em Segurança junto aos CEOs. “As empresas estão estruturando essa área e conduzindo os profissionais para liderar os projetos, enxergamos um movimento de amadurecimento e criação de novas frentes”, acrescenta.

O levantamento da IDC prevê que 63% das empresas vão ampliar os orçamentos de SI para esse ano. Elas investiram ou estão investindo formalmente na estruturação de suas áreas de segurança incluindo soluções mais modernas, remodeladas e inovadoras, que vão além do básico e proteção de perímetro, como é o caso do SIEM mais sofisticado e inteligente.

De maneira geral, os gastos com segurança incluindo infraestrutura, software e serviços, devem crescer cerca de 9% em 2018, atingindo US$ 1,2 bilhão. Entretanto, certos serviços serão destaques podendo atingir 15% nesse ano, como é o caso do MSS (Managed Security Services), além das consultorias de segurança que também ganham importância e uma fatia maior nos orçamentos para esse ano.

IoT e Analytics

Como 2018 será um ano importante para a adoção de projetos que envolvem internet das coisas, um mercado que será superior a US$ 8 bilhões esse ano no Brasil, a IDC destacou uma preocupação em relação à segurança. As iniciativas não estão preocupadas com a privacidade ou proteção de dados como os patamares elevados dos Estados Unidos e da Europa.

Na visão de Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria de Infraestrutura da IDC, esse ponto merece atenção não só das empresas, que não têm uma clareza de como podem trazer as práticas de SI para um ambiente de IoT, mas também do Plano Nacional de Internet das Coisas, que contempla apenas um mínimo de iniciativas seguras em IoT. “É um ponto que precisamos ficar atentos ou, em breve, vamos sentir os efeitos”, alerta.

Outra tendência que segue forte para esse ano para a Segurança é o cruzamento de soluções de analytics com inteligência artificial. Quando cruzadas, essas aplicações podem trazer benefícios para análise de fraudes e investigações, sistemas automatizados e inteligência de ameaças com prevenção de ataques.

“Essa experimentação está fazendo com que a curva de adoção seja mais acelerada nos próximos anos. Já temos alguns casos de uso e, mesmo com investimentos ainda modestos, vamos ver grandes projetos e essa tecnologia se espalhando pelo Brasil”, completa Delai.

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