ARM apresenta novo "chip do freio" para carros autônomos.

Chamado de Cortex R52, novo processador promete melhorar o timing e a precisão dos sistemas de freio dos veículos sem motorista.

Os carros autônomos não possuem o benefício de ter uma pessoa pisando no freio para evitar acidentes; os chips precisarão “mastigar” rapidamente os dados dos sensores e os algoritmos.

Anunciado nesta segunda-feira, 19/09, o novo processador ARM Cortex R52 permitirá que esses veículos autônomos evitem problemas com a polícia. Para isso, ele vai melhorar o timing e a precisão dos sistemas de freio para que os carros sem motoristas possam evitar colisões e parar nos faróis vermelhos.

Os carros autônomos são equipados com novos tipos de computadores para reconhecer objetos, navegar e cruzar as ruas de forma responsável. A segurança funcional desses veículos é algo essencial para a proteção do passageiro e do pedestre; um processador mais lento que demore um segundo a mais para frear pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Carros dirigidos manualmente possuem unidades de microcontroladores (MCUs) que respondem rapidamente quando os motoristas pisam no freio. Os carros autônomos precisam de um processador muito mais sofisticado como o Cortex R52 que consiga frear automaticamente ao interpretar os dados fornecidos pelas câmeras, radares, GPS e outros sensores, e GPUs e outros chips. Todos os chips se combinam para reconhecer objetos, guiar o carro, e completar outras tarefas de inteligência artificial.

O Cortex R52 é feito para ser um em um amálgama de chips que compõem os sistemas computacionais de um carro autônomo.

Em parte, será um chip que vai decidir se é seguro para você jogar Pokémon Go e deixar o carro se dirigir sozinho.

Muitos carros como o Passat, da Volkswagen, vem de fábrica com um freio de emergência. Esses veículos possuem sistemas de freios que combinam sensores e MCUs. Mas os carros autônomos reúnem muito mais dados, e o Cortex R52 terá de lidar com muito mais informações visuais e de sensores em tempo para tomar as decisões sobre frear.

A segurança dos carros autônomos passou a ficar sob escrutínio após acidentes envolvendo veículos da Tesla, que possui um recurso chamado Autopilot que pode dirigir o carro sozinho. Mas essa ferramenta exige que um ser humano esteja no volante.

No futuro, os carros autônomos terão dois tipos de computadores: um para informações e entretenimento e outro para comandos e controles, afirmou o analista da Tirias Research, Jim McGregor.

Chips comuns de controle e comando como CPUs e GPUs podem fornecer funções de freio em carros autônomos, mas usar esses chips pode ser mais do que o necessário. Chips menores e mais sofisticados como o Cortex R52 podem ser mais indicados para essas funções.

Os sistemas de freios estão ficando mais responsivos, mas precisam reagir ainda mais rapidamente nos carros autônomos. Por exemplo, sistemas de controle e comando conectados com a nuvem poderiam fornecer dados sobre a condição da estrada para os sistemas de freios, que poderiam então reagir a partir dessas informações.

Mas frear é uma função crítica, e existem questionamentos sobre o quão isolada ou conectada a função deveria ficar, aponta McGregor. A exposição a fontes de dados externas poderia tornar os sistemas de freios vulneráveis a ataques ou sobrecarga de informações.

O Cortex R52 possui defesas para proteger os sistemas de freio, afirma o gerente de produtos da ARM, James Scobie. O design

do chip consegue isolar códigos críticos para o sistema de freio em um carro.

O chip também pode melhorar a segurança de drones e robôs, que exigem altos níveis de autonomia à medida que interagem com o mundo real.

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