Dados confirmam que algoritmo do Facebook derruba tráfego de publishers.

July 13, 2016

Análise feita pela SimilarWeb mostra que 139 sites perderam visitas. E sinaliza quem, da mídia, se deu bem na rede social por conta de bom conteúdo.

 

 

Novas métricas de web, coletadas pela empresa SimilarWeb sobre tráfego gerado pelo Facebook para sites de mídia, mostram que os publishers precisam entender de uma vez por todas que Mark Zuckerberg não é seu "chapa", e que a única coisa que realmente importa para que sobrevivam e prosperem no futuro é oferecer conteúdo que fidelize o leitor pela qualidade e não pelo algoritmo. 

 

Quando se trata de escolher entre o relacionamento com os mais de 300 sites de mídia que habitam suas páginas e a estratégia de crescimento do Facebook, Zuckerberg segue à risca a regra de Michael Corleone, do clássico O Poderoso Chefão: "não é nada pessoal, são só negócios". 

 

Seu algoritmo tira do jogo a visibilidade automática dos posts dos sites de mídia para privilegiar os posts de amigos na timeline dos usuários e, segundo a SimilarWeb, vai complicar ainda mais a vida dos publishers: 139 dos 300 sites de grandes publishers presentes no Facebook estão vendo o número de visitantes via rede social despencar vertiginosamente nos últimos meses e podem ver isso piorar ainda mais com o novo algoritmo.

 

A queda de tráfego, segundo a SimilarWeb, afeta grandes publishers que sempre se apoiaram fortemente no tráfego das redes sociais, como Buzzfeed, Huffington Post e Mashable. O Buzzfeed, por exemplo, perdeu 11,5% do seu tráfego via Facebook - 26 milhões de visitas - no primeiro trimestre de 2016 (201,3 milhões) comparado com o primeiro trimestre de 2015 (227,6 milhões). 

 

A queda no Huffington Post foi ainda mais brutal: 44% menos tráfego via Facebook no primeiro trimestre de 2016.

 

No Mashable a queda foi de 17% e até o The New York Times sentiu o baque, embora menor: 10% menos tráfego.

 

A lista de perdedores inclui ainda playboy.com, queda de 74%; MSN.com, queda de 45% do tráfego vindo do Facebook; a Time.com, queda de 33% e a ESPN.go.com, queda de 46%.

 

O lado bom da história é que nem todas as empresas de mídia perderam tráfego. Um grande número delas ganhou, e muito, e a qualidade do conteúdo que produzem e o endosso dos leitores compartilhando o que gostam pode ter pesado na equação mais do que o algoritmo. 

 

A BBC.com. por exemplo, teve aumento de 116% no tráfego vindo do Facebook no primeiro trimestre de 2016. E não pense que é pouco, estamos falando de 84,5 milhões de visitas. Das marcas tradicionais que viram seu tráfego via FB aumentar podemos citar CNN, 14% (52,5 milhões de visitas); o jornal Independent.co.uk, 55%; a revista Rolling Stone, 51%; forbes.com, 46%; pcworld.com, 23%; economist.com, 13%; theatlantic.com, 12%, theguardian.com, 11%; ewashingtonpost.com, 10% 

 

Marcas excelentes, nativas de web, também ganharam mais visitantes vindos da rede social:Vice.com, 31% (75,7 milhões); Politico.com, 109% (17,8 milhões); theverge.com, 45%; vox.com, 9%; e fusion.net, 149% (6 milhões); 

 

É importante entender que a mudança do Facebook no algoritmo faz com que a exibição automática dos posts nas timelines dos usuários privilegie posts de amigos, reduzindo o número de posts publicados por sites de mídia. O modelo automático de priorização do sistema coloca posts de amigos acima dos posts da mídia que, por sua vez, têm precedência sobre posts de entretenimento, pela lógica do FB.

 

No entanto, se o conteúdo é bom, é compartilhado por leitores, que estarão presentes nas timelines dos seus amigos. Aí está o segredo, aparentemente: entender que quem manda é o leitor. Notícia velha, já que essa regra é a que mais importa desde o nascimento da mídia

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